Graduado, mas não profissional...
Eu havia conseguido a minha tão almejada faculdade. Era, a partir daquele momento, um jornalista graduado. Mais do que nunca, a missão dali em diante era conseguir ingressar na área. Já ciente da dificuldade imposta pelo mercado de trabalho, pensei nas limitadas possibilidades que, ao contrário de um leque, não se abriam para mim. E foi logo de cara que me surpreendi. Mal iniciei a caminhada no jornalismo e já estava assustado com a força de determinadas tendências e costumes. O que defendemos ao aceitarmos um emprego? O nosso salário? A nossa empresa? Os nossos conceitos? Os nossos preconceitos? Não foi preciso muito tempo para perceber a maquiagem grosseira que precisamos (precisamos?) carregar para sobreviver no cotidiano profissional. Estudamos ética, conduta e outros fatores que vão desde a formação de caráter até os macetes profissionais. Saímos da graduação crentes que possuímos o mínimo necessário para exercer a função. E na verdad...